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Anvisa propõe álcool para higiene em hospitais e clínicas
(19/07/2010)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu a Consulta Pública 68/2010 que estabelece que hospitais e clínicas em todo o país coloquem à disposição de seus profissionais álcool para a higiene das mãos. O produto pode estar nas formas líquida, gel e espuma, entre outras.

O objetivo é aumentar a adesão de médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, por exemplo, a transformar em hábito a higienização das mãos. Segundo a Agência,  somente 40% dos profissionais de saúde fazem isso, o que é considerado muito pouco.

“A higienização das mãos é o procedimento mais importante e menos dispendioso para evitar a transmissão de infecções relacionadas à assistência à saúde”, afirma a chefe da Unidade de Investigação e Prevenção de Infecções e Eventos Adversos  da Anvisa, Janaína Sallas.

A proposta da Anvisa exige que a preparação alcoólica para as mãos seja colocada nos pontos de assistência e tratamento, salas de triagem, salas de pronto atendimento e unidades de urgência e emergência. Além disso, o produto deverá estar disponível em ambulatórios, clínicas e consultórios de serviços de saúde, serviços de atendimento móvel e nos locais em que são realizados procedimentos invasivos.

Os recipientes com as preparações alcoólicas deverão ficar em lugar visível e de fácil acesso, à beira do leito do paciente, de forma que os profissionais de saúde não necessitem deixar o local de assistência de tratamento para higienizar as mãos.

“A idéia é que os profissionais de saúde tenham acesso ao produto nos cinco momentos preconizados pela Organização Mundial da Saúde para higienização das mãos: antes de contato com o paciente, após o contato com o paciente, antes da realização de procedimentos assépticos, após exposição à sangue e outros fluidos corporais e após contato com ambiente próximo ao paciente”, orienta Janaína.

A representante da Anvisa explica, ainda, que apesar de algumas clínicas e hospitais já oferecerem o produto para higienização das mãos, o procedimento não é obrigatório. “Somente após a publicação da norma, haverá de fato a obrigatoriedade dessa disponibilização”, diz Janaína.

A Consulta Pública 68/2010 ficará aberta até setembro para receber sugestões e comentários, que podem ser enviados pelo e-mail ggtes@anvisa.gov.br, pelo fax (61) 3462-4014 ou por correio para a sede da Anvisa, SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200 - Bloco D – 2º andar, Brasília/DF, CEP 71205-050.
Depois que entrar em vigor, os serviços de saúde terão 180 dias para se adequar às exigências.

Consulta Pública 68/2010



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