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Congresso discute gestão em laboratórios
(28/05/2010)

No dia 26 aconteceu o 4º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios, evento simultâneo à Feira Hospitalar 2010, em São Paulo. Foi uma realização em conjunto da SBPC/ML, Sindhosp, Fenaess, CNS e Hospitalar.

Participaram da abertura o presidente da SBPC/ML, Carlos Ballarati, o presidente da Fenaess, Humberto Gomes de Mel, o diretor do Sindhosp e Fehoesp José Carlos Barbério, o vice-presidente da SBAC, Irineu Keiserman Grinberg, e o presidente da ABBM, Rafael de Menezes Padovani.

Ballarati destacou a importância da difusão do conhecimento pelas entidades de saúde, por meio do diálogo. “Nós iremos buscar essa melhoria no conhecimento da saúde laboratorial, e para isso vamos precisar nos unir”, disse.
 
 
Na abertura do congresso a SBPC/ML foi representada pelo seu presidente, Carlos Ballarati (segundo, à direita)

Escassez de recursos
A primeira atividade foi a mesa redonda "A cadeia do sistema de Saúde: do prestador ao pagador. Onde está o problema?", coordenada pelo diretor de Acreditação da SBPC/ML, Wilson Shcolnik. O palestrante, o diretor e professor do Cpes/Unifesp Marcos Ferraz, disse que o setor enfrenta problemas como escassez de recursos e amplitude do atendimento.

Para ele, é preciso estabelecer o acesso com o menor número de restrições possíveis. Também é necessário investir em qualidade e trabalhar sob a perspectiva do custo máximo suportável pela sociedade. É importante, ainda, reduzir a ineficiência e a carga tributária.

Em seguida, falou o gerente de Relacionamentos com Prestadores de Serviços de Saúde da ANS, Carlos Figueiredo, a Agência pretende ser cada vez mais atuante no setor. Como exemplos, ele citou o acompanhamento da contratualização e qualificação dos prestadores. Disse que a ANS vai avaliar as operadoras pela sua rede credenciada.

O diretor de Prestadores e Serviços Médicos da Sul América Seguro Saúde, Roberto André Galfi, enfatizou a importância de discutir a evolução dos sinistroa da área e os custos cada vez maiores. Para ele, os prestadores devem conscientizar o médico sobre os riscos dos desperdícios e a necessidade de otimizar recursos. "O médico tem que se entender com o laboratório para aumentar a confiança", acrescentou.

O último a falar nesse módulo foi o presidente do Sindhrio, Josier Marques Vilar. Ele disse ser favorável a reavaliar a forma de pagamento aos prestadores de serviços. Também enfatizou a importância de enfrentar as glosas e o comissionamento profissional.

Indicadores de preços
No começo da tarde foi a vez da palestra "Comparação de indicadores formadores de preço", apresentada pelo diretor de Defesa de Classe da SBPC/ML, Paulo Azevedo. Ele lembrou que o valor do Coeficiente de Honorários (CH) varia de um estado para outro e entre cidades por causa da livre negociação entre compradores e prestadors de serviços. Um estudo feito pela SBPC/ML mostra que alguns laboratórios que recebem CH menor atingem resultados financeiros melhores.

"A primeira coisa que temos que perceber é que o mercado não é tão livre assim", disse.  Para o valor da CH ser viável em um laboratório, depende da proporção entre exames de maior valor agregado e aqueles de menor valor agregado. Também depende da possibilidade de um mesmo exame de maior valor agregado ser feito em série, independentemente do número de profissionais envolvidos na realização.

Paulo Azevedo explicou que há diferenças conforme a região do laboratório. Ele mostrou a proporção por valor agregado, sobre o número de exames por pacientes, por exemplo, entre Belém (5,6), Florianópolis (6,7) e Rio de Janeiro (7,5), a partir de dados obtidos em índices fornecidos por grandes laboratórios. "Existe uma ilusão de que ao reduzir o número de exames, a CH deve aumentar".

Segundo o diretor da SBPC/ML, toda empresa precisa em determinado momento ter lucro. Para isso, é preciso ter preço. Ele alera que os concorrentes devem se respeitar e se unir.

Casos de sucesso
A última parte do evento foi "Estratégia e prática na construção de uma marca", em que representantes de dois laboratórios apresentaram seus casos de sucesso. A atividade foi coordenada pelo diretor Científico da SBPC/ML, Nairo Sumita.

O primeiro a falar foi o diretor Técnico do Laboratório Álvaro (PR), Álvaro Largura. Ele contou que uma de suas preocupações foi sempre comparecer a eventos científicos, o que o diferenciava dos concorrentes. Outra preocupação foi a qualificação constante, por meio de treinamentos e cursos de especialização, por exemplo.

Outros caminhos foram saber antecipar os fatos, atualizar-se sempre para prestar novos serviços e obter a certificação ISO 9000. Com isso, conseguiu aumentar a produtividade e melhorar a qualidade. "Descobri que, além de profissional de saúde, eu também era um empresário", disse Largura.

O segundo caso foi apresentado pela diretora Executiva do Laboratório Sabin, de Brasília, Janete Ana Ribeiro Vaz. Ela explicou que a empresa começou com apenas três colaboradores. Ela aprendeu com a família os valores que formaram sua base.

"A marca é formada dentro de casa. É preciso formar no coração do seu colaborador primeiro. A comunidade também é importante, pois é necessário conhecer as necessidades daquela região", analisou Ribeiro. Disse que também é essencial escolher bons fornecedores, acreditar nas pessoas, construir junto, para obter bons produtos. "Com quem você anda, esse será o seu produto".

Vaz enumerou os valores da empresa, criados pelos colaboradores, que incluem credibilidade, ética, inovação, ousadia, qualidade, entre outros. Para ela, a comunicação é a principal ferramenta para uma empresa buscar a excelência nos resultados. O segredo do sucesso, disse, é trabalhar as lideranças.


Foto: Hospitalar


Fonte: Assessoria de imprensa do Sindhosp e da Hospitalar



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