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Abertura do 44º Congresso da SBPC/ML aborda esportes e atividades físicas
(07/07/2010)

A conferência de abertura do 44º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial será no dia 14 de setembro, às 19h30, com o tema Exercício físico e esporte - Benefícios e riscos para a saúde.

O palestrante é o médico Claudio Gil Soares de Araújo, diretor-médico da Clinimex, com  mestrado e doutorado em fisiologia e pós-doutorado em fisiologia e medicina do exercício na Universidade McMaster, do Canadá.

Na conferência ela vai enfatizar a importância de se manter fisicamente apto e mostrar que que o exercício físcio regular é um dos maiores aliados da saúde. 
 Foto: divulgação 

"Há evidências epidemiológicas que relacionam sedentarismo e baixa condição aeróbica a níveis mais altos de mortalidade por todas as causas, incluindo doenças cardiovasculares e várias formas de câncer", diz o médico.

Ele explica que um bom programa de exercícios inclui exercícios aeróbicos, de flexibilidade, de fortalecimento muscular. Para os mais idosos, exercícios de equilíbrio e coordenação funcionais podem ser muito importantes, inclusive na prevenção de quedas e fraturas.
Mas nem tudo são flores na atividade física. Claudio Gil Araújo diz que, eventualmente, durante o exercício podem acontecer sintomas desfavorávies e, em raros casos, eventos fatais. Por isso, ele também vai falar sobre estratégias para estratificar e minimizar esses riscos.

Luta contra o doping
A disputa pelo lugar mais alto do pódio está cada vez mais acirrada. Para chegar lá, alguns atletas usam qualquer recurso. Ao mesmo tempo, as entidades desportivas mundiais correm para combater o uso de drogas ilícitas.

"A tendência é andarmos sempre um pouco atrás, como na luta entre polícia e ladrão. Em primeiro lugar, temos que saber qual é o crime, isto é, qual é a substância usada, para prevenir seu uso", explica. Ele acrescenta que o uso de amostras de urina, e não de sangue, dificulta a identificação de certas substâncias.
 
Claudio Gil reconhece que tem aumentado o uso de doping, mas ressalva que também melhoraram os métodos de detectá-lo, inclusive com estratégias como a out competition.

"Um atleta de elite pode ser examinado a qualquer momento, de surpresa, fora da competição. Isso tem efeitos colaterais porque ele pode ser flagrado com medicamentos proibidos, mesmo que não tenha a intenção de se dopar. Por isso, os atletas de excelência precisam seguir uma cartilha muito programada, segundo a qual, não podem usar nunca determinadas medicações, enquanto outras, somente com autorização dos órgãos desportivos", diz.

No quesito combate ao doping, o Brasil está bem preparado. A Universidade Federal do Rio de Janeiro tem um laboratório - são poucos no mundo - credenciado pelo Comitê Olímpico Internacional e pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) para testagem antidoping.

O congresso é organizado pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), sociedade de especialidade médica fundada em 1944.

Todas as informações sobre o evento estão em www.cbpcml.org.br.

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