Atenta aos números de pacientes crônicos no mundo, pessoas que não se cuidam e que poderiam prevenir a doença ou serem acompanhadas em seu tratamento, a Oranização Mundial de Saúde (OMS) acaba de publicar um relatório com dados que nos permitem estimar que 72% de todas as mortes que ocorreram no Brasil em 2005 se deveram às doenças crônicas: o número projetado de mortes no país foi de 1,289 mil. Deste total, 928 mil mortes seriam causadas por este tipo de doença. No mundo, a OMS calcula que das 58 milhões de morte ocorridas em 2005, cerca de 35 milhões são resultado de doenças crônicas não cuidadas ou diagnosticadas.
O presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Wilson Shcolnik, tem algumas explicações para este quadro:
“Enquanto descresce o número de morte por doenças infecciosas com as vacinas e antibióticos poderosos, enquanto a informação faz com que melhorem as condições maternas, perinatais, ou nutricionais, aumentam exponencialmente as mortes prematuras devidas a doenças crônicas, como diabetes, conseqüências de índices de colesterol, males causados por tabagismo, vida sedentária e dieta errada. E, no entanto, a medicina diagnóstica tem avançado muito e a maioria destas doenças pode ser detectada em seu início, por exames simples, que todo bom laboratório brasileiro é capaz de fazer, apoiando no diagnóstico, na prevenção e no controle e tratamento de doenças”.
A SBPC/ML reúne 1.800 patologistas clínicos do país, representa mais de 14 mil aboratórios, e considera tão importante discutir este tema e conscientizar a população, que escolheu “Doenças Crônicas” como centro de discussão de seu próximo Congresso, em setembro, no Estação Embratel Conventoion Center, em Curitiba (Paraná).
Maria Christina Monteiro de Castro
Assessora de Imprensa SBPC/ML
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