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Artigo aponta que 5,4% dos resultados não são acessados

Results of Laboratory Tests not Accessed in Brazilian Private Laboratories (Resultados de exames laboratoriais não acessados em laboratórios privados brasileiros) é o titulo do artigo publicado por Wilson Shcolnik e Alex Galoro (SBPC/ML), Marcelo Lorencin (Shift) e Diogo Jeronimo (Controllab) na revista Clinical Laboratory (2018;64:1509-1516).

O artigo – está em inglês e pode ser baixado em https://www.clin-lab-publications.com/epub-ahead-of-print – apresenta os resultados de pesquisa realizada pela Shift Consultoria e Sistemas, com apoio da SBPC/ML, com 81 laboratórios clínicos brasileiros que utilizam o sistema de informações laboratoriais da empresa com o objetivo de apurar dados sobre o acesso aos resultados de exames realizados e não acessados.

Os laboratórios que participaram da pesquisa são responsáveis pela realização de 93.240.651 de testes, coletados de 7.067.087 de pacientes. Considerando-se todas as regiões do país, o número de exames não acessados foi de 5.071.454, o que corresponde a 5,4% do total de testes realizados pelos laboratórios pesquisados.

Segundo os autores, devido aos “riscos potenciais de eventos adversos ou impactos no gerenciamento de diagnósticos e tratamentos, incluindo impactos econômicos devido ao tempo prolongado de hospitalização, a proporção de 17,9% foi encontrado correspondendo a testes “não acessados” mostrando resultados ‘anormais’, é preocupante, principalmente se observarmos desses, 2,5% estavam relacionados a resultados de exames “anormais’ processados por laboratórios que trabalham em atendimento hospitalar”.

Fake news na Saúde
O abstract do artigo informa que “A medicina laboratorial é uma parte importante do sistema de saúde e contribui diretamente para a prevenção ações, diagnósticos, tratamento e manejo de doenças. O nível e a qualidade da utilização de laboratório recursos têm sido frequentemente questionados. A divulgação de dados conflitantes sobre a quantidade de exames laboratoriais não acessados pelos médicos solicitantes ou pelos próprios pacientes são observados, embora as fontes e metodologias utilizadas para aumentar esses números não são devidamente esclarecidas”.

“A divulgação de informações sem fontes confiáveis ou sem comprovação tornou-se comum ultimamente. São as fake news, que também atingem o setor de saúde. Esse tema será debatido no Fórum “Ética em Medicina Diagnóstica”, atividade que vai encerrar o 52º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, no dia 28 de setembro, em Florianópolis”, diz o presidente da SBPC/ML, Wilson Shcolnik.

No fórum haverá palestras de Deltan Dallagnol, procurador da República e Coordenador da Operação Lava-Jato em Curitiba; e Roberto Livianu, promotor de Justiça em São Paulo e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção). Mediado por Shcolnik, tem como debatedores Ademar José Paes Jr, presidente da Associação Catarinense de Medicina (ACM); Carlos Eduardo Gouvêa, diretor Executivo do Instituto Ética Saúde (IES) e presidente Executovo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL); Claudia Cohn, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed); Luiz Fernando Barcelos, persidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC); e Roberto Luiz d’Avilla, ex-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Fonte: Clin. Lab. 2018; 64: 1509-1516. DOI: 10.7754 / Clin.Lab.2018.180338

 

 

Publicado em 14/09/2018