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Desafios da gestão de risco e segurança do paciente

Antecipação aos riscos e conscientização dos profissionais geram resultados positivos

A mesa redonda que teve o tema Gestão de risco e segurança do paciente, aconteceu no dia 24 de setembro, durante o 53º CBPC/ML e contou com a presença do presidente da Sociedade Brasileira Para Qualidade e Segurança do Paciente, Victor Grabois. 

O executivo ressaltou que a segurança do paciente não é um problema novo, mas só recentemente houve uma conscientização da magnitude do problema. “Prevenir a segurança do paciente é muito mais barato do que ‘remediar’ a questão. Existe a necessidade de escolher uma solução que agregue valor para reduzir riscos, danos e consequentemente custos”, comentou.

A complexidade crescente que existe na prestação dos serviços de saúde leva a necessidade de antecipar-se ao risco com um sistema de segurança psicológica, criando uma cultura através de implementações de práticas seguras. Sem conhecer os tipos de erros e de eventos adversos que ocorrem não é possível implementar medidas de prevenção. 

Victor Grabois mencionou alguns eventos adversos no cuidado de saúde que podem ser evitados tais como: infecções associadas aos cuidados com a saúde, complicações cirúrgicas, lesão por pressão, danos por complicações de punção venosa ou ao uso de medicamentos. 

Colocar questões aos profissionais envolvidos no cuidado e dar feedback do paciente e da sua família são métodos eficazes para identificar possíveis problemas. É importante compreender não só o que pode dar errado, mas também como e por quê.

Mas como se faz na prática? Esta foi a palestra da Dra. Laís Vissolto, médica cardiologista especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e coordenadora do Grupo de Emergência do grupo Fleury. Contemplar a extensa capilaridade do laboratório era o desafio que fez com que fosse criado o grupo de segurança e emergência médica. Com o foco na segurança do paciente, foram instituídas estratégias e ações de gestão de risco, conforme as atividades desenvolvidas pelo serviço de saúde. Os processos implementados diminuíram a probabilidade de ocorrência de erros e falhas na operação e facilitou a identificação, prevenção e correção.


A analista de práticas assistenciais em qualidade da segurança do ambiente do hospital Albert Einstein, Lidiane Faccin, falou sobre a criação do sistema de gerenciamento da segurança que requer organização, compromisso e responsabilidade da liderança. “Implementamos o gerenciamento de risco em tempo real e aumentamos a conscientização de todos os profissionais com a segurança do paciente através de uma comunicação aberta e frequente”, comentou.