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Especialista afirma que a vacina ChAdOx1 nCoV-19 produz anticorpos no combate à COVID-19 e apresenta efeitos colaterais leves

Se fizéssemos uma enquete hoje, com pessoas de todo o mundo para saber a opinião delas sobre qual seria a maior descoberta do momento, certamente a resposta seria a aprovação da vacina contra a COVID-19. Isso não seria à toda, visto que é a notícia que esperamos ansiosos.

Na palestra “A corrida por vacina para COVID-19: uma luz no fim do túnel”, parte da programação do 1º Congresso Virtual da SBPC/ML, a Dra. Lily Yin Weckx, professora associada da Disciplina de Infectologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Membro da Comissão Permanente de Assessoramento em Imunizações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, trouxe várias respostas importantes sobre isso.

A médica falou que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), dados de 13 de agosto mostraram que 168 vacinas candidatas estavam em desenvolvimento. Dessas, 29 já estavam nas fases I e II – até que sejam licenciadas, precisam, ainda, passar pela fase III — e nesta última fase, estão seis vacinas, entre elas a da Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca. Atualmente, seus estudos estão sendo conduzidos no Brasil, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Dados recentes acerca das fases I e II apontam que foram observadas nas pessoas testadas reações adversas de leves a moderadas no local da aplicação, e dor no corpo, fadiga, febre, dor de cabeça com duração de um ou dois dias, que melhoraram com paracetamol.

Observa-se que na aplicação da segunda dose, as reações diminuem muito. “O dado mais relevante são o de imunogenecidade, que mostra que com uma dose há uma indução considerada de anticorpos IGG contra o Spike. Ele já suscita uma resposta imune de anticorpos IGG muito grandes e que melhora significativamente com a segunda dose”.

Sobre os anticorpos neutralizantes, nota-se que com uma dose há um aumento entre 60 a 90% deles. Com a segunda, a porcentagem chega a quase 100% nos diversos métodos utilizados. Tb mostra uma produção de imunidade celular já com uma dose da vacina e que não modifica muito com duas doses.

Conclui-se que os resultados das fases I e II mostram que a vacina é segura, que não houve preocupações quanto sua segurança. A reatogenecidade é aceitável, sem reação intensa, e houve indução tanto da imunidade humoral quanto celular. Também apontou que o boosting (reforço) aumenta a resposta de anticorpos.

Sendo assim, o protocolo foi mudado, por incluir a segunda dose. “Hoje, o esquema da vacinação é constituído de duas doses, com intervalo de um mês entre elas. A faixa etária também foi aumentada, ou seja, todas as pessoas acima de 18 anos podem ser incluídas nos estudos de fase III, ainda recrutando profissionais da área de saúde e pessoas de alta exposição”, conclui.

 

Publicado em 05/10/2020