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Fórum de Benchmarking de Indicadores Laboratoriais

53°CBPC/ML promove discussão sobre o uso de indicadores para maximizar a decisão na busca de excelência baseada em informação e dados.

Durante o 53°CBPC/ML foi realizado um Fórum de Benchmarking de Indicadores Laboratoriais com o intuito de ampliar a discussão e a adesão dos laboratórios no Programa de Indicadores e Benchmarking Laboratorial, criado pela SBPC/ML, em parceria com a Controllab. O programa permite que os laboratórios participantes comparem as melhores práticas por meio de indicadores e permite aos gestores monitorar o desempenho do seu negócio, avaliar pontos fortes e fracos, desenvolver estratégias e melhorar resultados operacionais, a partir de dados estruturados.

O estatístico Pedro Luis do Nascimento Silva, doutor pela University of Southampton e ex-presidente do Instituto Internacional de Estatística, demonstrou como as metodologias Six Sigma e a análise de dados estruturados pode auxiliar o gestor na tomada de decisões estratégicas.

Foi possível ainda ter uma mesa de discussão envolvendo gestores da Qualidade e Membros de Sociedades Científicas nacionais e internacionais, que compartilharam suas percepções e exigências do mercado da medicina laboratorial para uso de métricas e referenciais alinhados com o mercado.

Nadia Krul, professora de Patologia Clínica da Udelar Facultad de Medicina-Hospital de Clínicas, do Uruguai, comentou que em seu país o Ministério de Saúde Pública definiu quatro categorias de indicadores de qualidade, mas que ainda os desafios são muitos para que se tenha uma robustez dessa análise. Ela elogia o modelo criado pela SBPC/ML e Controllab, mas reforça a importância da educação médica continuada, para que os gestores possam cada vez mais ter uma cultura de gestão mais estruturada com dados consolidados de maneira homogênea.

Carlos Rafael Vega Salinas, chefe de Laboratório da Clínica Dávila, único laboratório do Chile com certificação de qualidade nacional e internacional, conta como o Governo chileno se preocupa com a questão da qualidade, mas que a certificação técnica seria mais adequada. Parabenizou a SBPC/ML pela iniciativa conjunta com Controllab, pela forma consolidada dos dados e pela preocupação da entidade em deixar a gestão e armazenamento de dados a cargo da Controllab, empresa responsável na tomada de ações para proteção dos dados dos pacientes.

Wilson Shcolnik, presidente da SBPC/ML, reforçou a importância e cuidados que ambos – SBPC/ML e Controllab – tiveram na forma como serão armazenados os dados, especialmente em época pré LGPD e a razão da SBPC/ML escolher a Controllab, “conseguimos demarcar bem a questão da confidencialidade – quem recebe os dados é uma empresa, que está de forma adequada resguardando esta informação – da nossa parte temos que tomar todos os cuidados”, comenta.

Klever Sáenz, responsável pela Qualidade do Netlab, conta o quão grande é o desafio do Ecuador, que possui mais de 2.500 laboratórios, mas que foca o uso de indicadores apenas na questão epidemiológica.

João Mariano Pêgo, da Sociedade Portuguesa de Patologia Clínica, comenta que em Portugal a acreditação é voluntaria e a maioria opta por controles internos e tem a ISO 9001 como sua grande referência. Para eles, os indicadores não são usados de forma tão organizada como o programa do Brasil e ele acredita que as Sociedades Cientificas de cada país terão um papel crucial na implementação de uma cultura para o melhor desenvolvimento dos programas de qualidade.