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Interação da Medicina Diagnóstica

Fórum debate maior integração entre especialidades

No último dia do 51º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica Medicina Laboratorial (51º CBPC/ML) foi realizado o fórum “A interação da Medicina Diagnóstica”. A atividade foi coordenada por Wilson Shcolnik, diretor de Acreditação e Qualidade da SBPC/ML, e teve como palestrantes, Joe Zaccaria e Kristin Pothier, da Ernest Young Parthenon.

Participaram como debatedores o presidente da SBPC/ML, Alex Galoro; o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso Filho; o corregedor do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Fernando Vinagre; o presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por imagem (CBR), Manoel Rocha; o presidente da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Fábio Arcuri; e o diretor da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Denis Kobayashi, que representou Clóvis Klock, presidente da instituição.

Joe Zaccaria e Kristin Pothier apresentaram a conferência “Crescimento e oportunidades para a Medicina Diagnóstica em um mundo convergente”. Eles disseram que a inovação em diagnóstica caminha em direção ao bem estar do consumidor.

Para os palestrantes, o investimento em temas de consumo e tecnologia de diagnóstico ao redor do mundo irá permanecer e crescer, o consumidor irá continuar centralizando e impulsionando o crescimento do mercado em todo o mundo e os laboratórios clínicos e os fabricantes de produtos para diagnósticos deverão avaliar se a estratégia futura capitalizará essas tendências.

Essa inovação destacada pelos palestrantes faz com que a interação da medicina diagnóstica seja cada vez mais necessária. Este é um dos temas que a SBPC/ML procura discutir com frequência. De acordo com Alex Galoro, a Sociedade tem encabeçado os debates e estimulado a interação com as demais especialidades.

“Temos buscado uma interação frequente com a Associação Médica Brasileira, o Conselho Federal de Medicina e demais Sociedades de especialidade. Atualmente, já percebemos uma integração entre as especialidades médicas no dia a dia. Como foi apresentado no fórum, a tendência é que essa interação seja cada vez mais rápida e ainda maior do que vemos hoje”, acrescentou Galoro.

Para Wilson Shcolnik, essa cooperação no processo diagnóstico poderia trazer ganhos. O patologista clínico destacou alguns pontos que poderiam ser positivos na fusão da patologia, radiologia e patologia clínica: a superposição de missões entre as três especialidades diagnósticas; os ganhos de valor (clínico e de pesquisa) com a fusão e análise dos bancos de dados das especialidades; os relatórios diagnósticos integrados oferecerão um nível mais elevado de qualidade em busca do “superdiagnóstico”; a fusão do diagnósticos molecular, diagnóstico por imagem e imagem molecular já está evoluindo rapidamente; e as agendas científica e de pesquisa na área da imagem e do diagnóstico molecular já vêm se superpondo.

Veja fotos do 51º CBPC/ML no Flickr: flickr.com/sbpcml.

Texto: Patricia Bernardo
Foto: Celso Pupo