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Mosquito da malária terá genoma seqüenciado

A Rede Genoma Brasileiro deu início a um novo projeto: o seqüenciamento parcial do genoma do mosquito Anopheles darlingi, responsável pela transmissão da malária no Brasil. O objetivo é comparar os resultados com o genoma do A. gambiae – já conhecido -, transmissor da doença na África.

"Vamos fazer um seqüenciamento parcial do genoma do A. darlingi. As regiões que forem identificadas como 'diferentes', na comparação com o da outra espécie, serão seqüenciadas por completo", explica a coordenadora do Centro de Bioinformática da Rede, Ana Tereza Vasconcelos. O trabalho deve terminar dentro de dois anos.

As informações obtidas com o genoma parcial do A. darlingi vão ajudar a identificar genes relacionados à resistência aos inseticidas usados nas campanhas de controle.

A malária atinge 500 milhões de pessoas em todo o mundo e é responsável por até 2,7 milhões de mortes por ano. Mais de 90% dos casos são registrados na África subsaariana. No Brasil, a mortalidade na região amazônica é baixa entre os adultos, mas a morbidade é elevada. Entre as doenças parasitárias no mundo, a malária é a principal responsável por perdas econômicas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

"Hoje temos uma rede capacitada para sequenciar, anotar, comparar e fazer o genoma funcional e também as análises proteômicas de qualquer material genético", afirma Vasconcelos. A Rede Genoma Brasileiro compreende 25 laboratórios no país. O Centro de Bioinfomática funciona no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em localizado em Petrópolis (RJ).

Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas em www.darlingi.lncc.br.