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Novos exames e tecnologias para o diagnóstico da COVID-19 são apresentados no 1º Congresso Virtual da SBPC/ML

Uma das questões que mais têm chamado a atenção de todos a respeito da COVID-19 é sobre a preparação de respostas numa pandemia. Isso que está acontecendo é algo que a classe médica já esperava que um dia pudesse ocorrer, porém, o que não se sabia era a gravidade disso. Essa foi uma das falas da Dra. Luisane Vieira, em sua palestra “Inovações metodológicas no diagnóstico da COVID-19”, apresentada durante o 1º Congresso Virtual da SBPC/ML.

A resposta de uma pandemia está focada no tripé representado pela vacina, diagnóstico e tratamento. No diagnóstico, seria necessária a realização da testagem em massa como maneira uma efetiva de bloquear a transmissão do vírus. Foi nesse contexto que do Dr. Tedros Adhanom, diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) disse a frase: “Testar, testar e testar”.

No Brasil, seriam testadas, segundo a Johns Hopkins, 36 pessoas em cada 100 mil e a positividade dos testes moleculares estaria em 52,48%, sendo que o ideal seria que o percentual de positivos não ultrapasse 5% para ter um indicador adequado de testagem populacional. “Nosso desempenho de testagem tem sido insuficiente”, lamenta.

A médica revela que a primeira e maior inovação dessa pandemia, em termos de diagnóstico, foi devida foi devida a “O progresso da genômica, principalmente por conta do Projeto Genoma, com a disponibilidade de sequenciamento de DNA e RNA eficaz e barato. Isso possibilitou que, nessa pandemia, identificada no final de 2019; logo em 11 de janeiro de 2020 já tivéssemos o depósito de genoma do vírus em uma base pública. A velocidade e a diversidade de inovações para o diagnóstico da COVID-19 têm sido extraordinárias, comemora”.

As inovações pré-analíticas vêm acontecendo. “Em 13 de abril, a imprensa publicou a notícia de um teste molecular em saliva e todo mundo ficou empolgado, porque a saliva é um material de fácil coleta e não precisa de suabes, dos quais houve falta.

Em 17 de agosto, a Universidade de Yale noticiou um projeto para realizar o teste de saliva em massa, para permitir a volta dos alunos ao campus. Agora em setembro, tivemos aqui em Belo Horizonte, Minas Gerais, a liberação de um kit de coleta de saliva desenvolvido junto com a Secretaria Municipal de Saúde, usando recipientes para urina de rotina e tubos Falcon, materiais baratos e a que todos temos acesso”.

Entre outras novidades estão: as amostras intranasais, com suabes menos profundos, como as pesquisas de antígeno Veritor BD e BinaxNow Abbott os pools de amostras para RT-PCR, novos métodos moleculares, como o RT-LAMP; a aglutinação em gel para sorologia; os painéis para vírus respiratórios adicionados do novo Coronavírus; a testagem em casa, a fim de permitir a volta da economia de maneira que a pessoa possa se testar, entrar em um aplicativo, colocar o resultado e poder se dirigir ao trabalho ou à escola.

Outras inovações possíveis são as computacionais. O Grupo Fleury e a empresa Kunumi fecharam parceria para desenvolverem algoritmos preditivos de inteligência artificial para a interpretação do hemograma na COVID-19, e muito se pesquisa para usar algoritmos para diagnóstico e predição.

“Sobre os recentes testes de antígeno Abbott, com custo de cerca de 5 dólares cada, a produção quase toda foi comprada pelo governo americano, com a meta é produção de 150 milhões de testes nos próximos meses. Não sabemos ainda se teremos uma política de testagem semelhante no Brasil, mas a OMS acaba de lançar uma iniciativa chamada “ACT-Accelerator Diagnostic Pillar”, que tem o objetivo de disponibilizar 120 milhões de testes semelhantes, incluindo em custo, para países de baixa e média renda.” conclui.

Publicado em 02/10/2020