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OMS rebate acusações sobre falsa pandemia de H1N1

A direção da Organização Mundial de Saúde (OMS) tenta a todo custo defender-se das acusações de que o alerta de pandemia da gripe H1N1, feito em 2009, ocorreu por pressões da indústria farmacêutica, para incentivar campanhas mundiais de vacinação, mas não levou em conta a opinião da comunidade científica internacional.

Em um comunicado, a OMS explica que "a cooperação global, inclusive com o setor privado, é essencial para alcançar os objetivos atuais e futuros da saúde pública". A instituição afirma que toma precauções para evitar conflito de interesses entre os  grupos de consultores e os comitês de especialistas.

Uma das principais críticas partiu do epidemiologista Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Ele acusa a OMS de exagerar a ameaça da gripe H1N1 ao qualificá-la como pandemia e de o ter feito sob pressão dos grandes grupos farmacêuticos, interessados em produzir e comercializar uma vacina. Para Wodarg, a atual gestão da OMS é um dos "maiores escândalos médicos do século".

Em sua defesa, a OMS alega que tomou a decisão de considerar grave a situação baseada em diversos critérios. Um deles, por exemplo, tomou como base as análises laboratoriais que mostraram que o vírus era geneticamente diferente de outros de influenza em circulação. Além disso, dados epidemiológicos obtidos no México, EUA e Canadá mostravam que o contágio ocorria diretamente entre pessoas.

Naquela ocasião ainda não havia uma situação de pandemia, mas a OMS considerou importante chamar a atenção das autoridades sanitárias de todo o mundo para se prepararem para condições mais graves.

Posteriormente, foram identificadas várias formas de penumonia primária viral que progredia rapidamente e se tornava fatal, em muitos casos, o que não é normal na influneza sazonal.

Para completar, afirma a OMS, a doença se alastrava com muita rapidez. Entre abril e julho de 2009, o número de países atingidos subiu de nove para 120. O porta-voz da OMS diz que a acusação feita por Wodard é irresponsável e que a organização está sempre aberta a receber sugestões que possam aprimorar seu trabalho.