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Pesquisa investiga causas de diabetes e hipertensão no Brasil

Sete instituições começam este mês aquela que é considerada a maior pesquisa já realizada no Brasil sobre as causas da hipertensão e diabetes mellitus no país. O estudo é realizado por um consórcio formado pelas universidades federais de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Fundação Oswaldo Cruz.

A pesquisa recebeu o nome de Estudo Multicêntrico Longitudinal em Doenças Cardiovasculares e Diabetes Mellitus (EMLDCD) ou Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa/Brasil). O objetivo é traçar o perfil da população brasileira, a partir do acompanhamento de 15 mil pessoas durante 20 ou 30 anos. Os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vão investir R$ 22,6 milhões. Essa verba será suficiente para financiar o estudo nos próximos três anos.

"A proposta é conhecer a saúde dos adultos brasileiros e identificar como diferentes fatores na vida dessas pessoas agem na predisposição da hipertensão ou diabetes", diz o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Moisés Goldbaum. Ele acrescenta que as pesquisas desse tipo feitas até agora se restringiam às doenças isoladas. Os estudos de grande porte como o EMLDCD eram voltados apenas a recém-nascidos.

Goldbaum explica que já se conhece a prevalência dessas doenças. O estudo vai ajudar a comprovar por que elas se desenvolvem e se agravam. Além disso, vai fornecer informações para direcionar melhor as políticas públicas e realizar ações de prevenção contra a hipertensão e diabetes. O resultado pode representar menos despesas à rede pública de saúde.

A prevalência da hipertensão no Brasil alcança 35% da população com 40 anos ou mais, o que corresponde a 12 milhões de pessoas. A diabetes mellitus nessa faixa etária chega a 11% ou 4 milhões de habitantes.