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Valores de referência para vitamina D

SBPC/ML esclarece dúvidas sobre reportagem publicada

Reportagem veiculada recentemente em uma publicação do setor de diagnóstico laboratorial tem criado dúvidas em alguns profissionais, em relação aos valores de referência para vitamina D e à interpretação correspondente.

A SBPC/ML esclarece que a responsabilidade sobre valores de referência é de cada laboratório. Existem diferentes fontes para aplicação dos valores de referência para cada tipo de exame. As formas mais comuns para esta definição são: bulas reagentes (validadas), estudos científicos de literatura (nacional e internacional) e criação dos valores pelo próprio laboratório (com critérios definidos pelo laboratório).

Os valores de vitamina D que grande parte dos laboratórios utiliza em seus laudos são oriundos da literatura internacional.

Valores frequentemente utilizados:
– Inferior a 20 ng/mL: Deficiência
– 20-29 ng/mL: Insuficiência
– Maior ou igual a 30 ng/mL: Suficiência

Durante o 51º CBPCML, o tema foi abordado na conferência “Avaliação crítica dos pontos de corte para Vitamina D”. O palestrante, Jos Wielders, da Holanda, apresentou dados da literatura que corroboram o uso dos limites de corte de 20 ou 30 ng/mL. Apesar de não existir consenso, o conferencista sugeriu que o ideal é manter os níveis entre 30 e 50 ng/mL.

A SBPC/ML, como sociedade científica, não define valores para os laboratórios. A SBPC/ML discute os diferentes temas, publica documentos como recomendações e artigos científicos. Como já frisado, os laboratórios devem reportar os valores que julgarem mais adequados.

Sugestões de literatura sobre Vitamina D:
1. JoAnn E. Manson, M.D., Dr.P.H., Patsy M. Brannon, Ph.D., R.D., Clifford J. Rosen, M.D., and Christine L. Taylor, Ph.D. Vitamin D Deficiency — Is There Really a Pandemic? New England Journal of Medicine, 2016.

2. Holick MF, Binkley NC, Bischoff-Ferrari HA, et al. Evaluation, treatment, and prevention of vitamin D deficiency: An Endocrine Society clinical practice guideline. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2011.

3. Heaney RP, Holick MF. Why the IOM recommendations for vitamin D are deficient. Journal of Bone and Mineral Research, 2011.

4. Bouillon R, Van Schoor NM, Gielen E, et al. Optimal vitamin D status: A critical analysis on the basis of evidence-based medicine. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

5. Cauley JA, Greendale GA, Ruppert K, Lian Y, Randolph JF Jr, Lo JC, Burnett-Bowie SA, Finkelstein JS. Serum 25 hydroxyvitamin D, bone mineral density and fracture risk across the menopause. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, May 2015.

6. https://www.uptodate.com/contents/vitamin-d-deficiency-in-adults-definition-clinical-manifestations-and-treatment
7. https://www.health.harvard.edu/blog/vitamin-d-whats-right-level-2016121910893