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Vírus da Influenza tipo A está mais sujeito a mutações

Dentre os três tipos do vírus da influenza – A, B e C -, o primeiro é o mais suscetível a mutações, segundo comunicado do Ministério da Saúde. A e B causam maior morbidade e mortalidade do que o C e têm maior importância para a saúde pública.

O vírus da influenza A apresenta os subtipos H1N2, H3N2, H3N1 e H1N1. Este parece ser o principal responsável pela atual epidemia, como informam o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), dos EUA, e a Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o CDC, o H1N1 foi detectado pela primeira vez em 1931, em um porco.

"O H1N1 apresenta uma mutação que ainda não foi bem localizada e que é responsável por sua patogenicidade", explica o médico patologista clínico João Renato Rebello Pinho, do Laboratório de Biologia Molecular do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

"Para o diagnóstico preventivo, o CDC e a OMS recomendam fazer pesquisa de antígeno por um método rápido ou por imunofluorescência", diz a patologista clínica Marinês Dalla Valle Martino, coordenadora do Setor de Biologia Molecular do Hospital Albert Einstein. Ela acrescenta que os métodos confirmatórios são a cultura do vírus, PCR em tempo real e sorologia para vírus da gripe. O CDC também recomenda enviar a amostra para laboratórios de referência.

João Renato Pinho explica que através de PCR em tempo real consegue-se identificar se é influenza A ou B e qual o subtipo. No entanto, a metodologia para obter o diagnóstico de certeza para esse vírus ainda não está disponível no Brasil. "Aqui no hospital estamos trabalhando nisso e ela deve ficar pronta dentro de um a dois meses", avalia.

OMS aumenta nível de alerta
Na quarta-feira, 29, a Organização Mundial de Saúde elevou de 4 para 5 o nível de alerta de pandemia contra a Influenza tipo A. Na quinta-feira, a OMS informou que está adotando a denominação oficial "Influenza A(H1N1)".

A fase 5 do nível de alerta é caracterizada pela transmissão comprovada do vírus entre indivíduos. Nesta fase, a propagação do vírus ocorre entre pelo menos dois países de uma mesma região.

Mesmo que a maioria dos países ainda não esteja afetada, na fase 5 há sinais claros de que uma pandemia é iminente e há pouco tempo para se organizar e pôr em prática os planos de ação necessários.

Mais informações do CDC sobre a gripe suína:
Em espanhol: http://www.cdc.gov/swineflu/espanol
Em inglês: http://www.cdc.gov/swineflu
http://www.cdc.gov/flu/professionals/diagnosis/labprocedures.htm

Mais informações da OMS sobre a gripe suína:
Em espanhol: http://www.who.int/es/index.html
Em inglês: http://www.who.int/en

Leia mais em:
Gripe suína: conheça os hospitais de referência

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